Problemas Comuns

Hérnia de disco

Hérnia de disco é ao deslocamento da cartilagem central do disco intervertebral (o núcleo pulposo) para além de seus limites normais (a parte externa do disco, o ânulo fibroso).

O disco intervertebral é uma placa cartilaginosa que forma uma almofada entre as vértebras, funcionando como um amortecedor. Seja pelo seu desgaste natural (degeneração discal), ou após traumatismos (quedas, acidentes automobilísticos, esforços ao levantar, entre outros), a cartilagem pode ser lesada, ocasionando a hérnia. Algumas hérnias de disco não causam sintomas. Outras podem irritar os nervos próximos e resultar em dor, dormência ou fraqueza em um braço ou uma perna.

Pode ocorrer hérnia de disco em qualquer local da coluna (cervical, torácica ou lombar). Algumas hérnias podem ser tratadas sem a necessidade de cirurgia, com medicação, repouso relativo, acupuntura e fisioterapia.

A cirurgia está indicada em algumas situações, como dor intratável, déficit neurológico (perda de força dos membros, incapacidade de caminhar ou controlar a urina, por exemplo), ou na falha do tratamento conservador (após 6-8 semanas sem melhora significativa).

Uma hérnia não tratada adequadamente pode causar sequelas, como dor crônica, perda de força e/ou sensibilidade, dificuldade para caminhar e limitações para realizar atividades do dia-a-dia

Por isso, é fundamental a avaliação do seu caso com um especialista em coluna, a fim de mensurar a gravidade,  esclarecer suas dúvidas e analisar as opções de tratamento. 

Dor nas Costas

A dor nas costas é a 2a queixa mais frequente em consultório médico no mundo, perdendo apenas para resfriado comum. Estima-se que em torno de 80% da população mundial desenvolvam a enfermidade em alguma fase da sua vida; todavia, a dor não costuma ser incapacitante, e mais da metade dos que padecem dela costumam recuperar-se em até uma semana. Crises agudas de dorsalgia (dor no meio das costas) ou lombalgia (que na parte inferior das costas, acima da bacia), são uma das principais causas de afastamento ao trabalho, algo que pode estar ligado a questões posturais ou à falta de exercício físico regular.

A lombalgia pode provir dos músculos, nervos, ossos, articulações ou outras estruturas ligadas à coluna vertebral. A dor pode se apresentar de inúmeras formas: constante, recorrente, difusa, localizada, tipo ardência, aperto, fisgada… A dor lombar pode ainda correr para o quadril, perna e pés, e incluir fraqueza ou dormência.

A coluna vertebral é uma complexa rede que liga ossos, nervos, articulações, músculos, tendões e ligamentos, e todos são capazes de produzir dor. Raízes nervosas que se originam da medula e vão até as pernas podem espalhar dor para as extremidades. Para um diagnóstico preciso da origem da dor, é fundamental uma avaliação com especialista, que lhe examinará minuciosamente e solicitará exames adequados para auxiliar na elucidação do caso.

Nervo Ciático

nervo ciático ou nervo isquiático é o principal nervo dos membros inferiores. Ele controla as articulações do quadril, joelho e tornozelo, e também os músculos posteriores da coxa e os músculos da perna.

O nervo ciático é o mais espesso de todos os nervos do corpo humano – se origina da fusão de várias raízes nervosas que saem da coluna lombar, passando pela região glútea, posterior de coxa até chegar ao joelho, quando se bifurca e segue pela perna até o pé.

A ciatalgia (dor pelo trajeto do nervo ciático) atinge cerca de 15% da população e pode causar muito desconforto. Como o ciático é responsável pela inervação dos membros inferiores, a dor pode ocorrer em vários lugares; os mais comuns, no entanto, são a região glútea, quadril, perna e pé, podendo estar associada a formigamento, dormência, queimação, e até à perda de força do membro.

As causas mais comuns de ciática incluem os problemas na região lombar: hérnia de disco, doença discal degenerativa, estenose espinhal e espondilolistese. Além disso, outras patologias podem causar a ciática, como síndrome do piriforme e até tumores.

A melhor maneira de diagnosticar corretamente a causa e origem da dor é por meio de uma avaliação detalhada com especialista em coluna, que poderá pedir exames específicos para auxiliar no entendimento da patologia, e oferecer o melhor tratamento para seu caso.

Osteoporose no Idoso

A osteoporose é a diminuição da densidade do osso, que se torna mais frágil. Para entendermos a gravidade da doença, metade das mulheres acima de 50 anos sofrerão de alguma fratura em decorrência da osteoporose ao longo da vida. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, a osteoporose é a doença que mais causa incapacidade em homens e mulheres idosos.

A característica mais perigosa dessa doença é que ela é silenciosa. A osteoporose não dói. E isso leva à falta de diagnóstico apropriado para muitos pacientes, que só procuram atendimento médico após uma queda, quando já ocorreu uma fratura.

Osteoporose tem prevenção e tratamento! Consumo adequado de cálcio e vitamina D, exercícios físicos regulares, exposição adequada ao sol são alguns dos fatores que ajudam a manter o osso fortalecido, evitando o aparecimento da doença. Além disso, há inúmeras medicações que auxiliam no seu tratamento, diminuindo o risco de fratura após uma queda banal.

Para diagnosticar a osteoporose é necessária uma avalição médica, além de exames complementares, como a Densitometria Óssea, que deve ser feita periodicamente em pacientes com predisposição (como em idosos e mulheres após a menopausa).

Portanto, não se deixe ser pego de surpresa: procure uma avaliação médica comece desde já a sua prevenção!